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E esse tal de Lifelong Learning, qual é a dele?


E esse tal de Lifelong Learning, qual é a dele?

Escrito por: Isabela Jabor


O que é o Lifelong Learning?


A Lifelong Learning Concil Queensland, instituição que dissemina o lifelong learning ao redor do mundo, define esse termo como sendo “um aprendizado que é perseguido durante a vida: um aprendizado que é flexível, diverso e disponível em diferentes tempos e lugares”, e acrescenta que “o lifelong learning cruza setores, promovendo o aprendizado além da escola tradicional e ao longo da vida adulta”. Vejam que a ideia não exclui a educação formal, tradicional, mas soma a ela outras perspectivas de aprendizagem, evidenciando uma lógica de continuidade e não delimitação de tempo ou espaço.

Dentro do setor de educação, principalmente no segmento da educação continuada e da educação corporativa, a ideia de lifelong learning vem sendo cada vez mais uma realidade de teoria e prática. No entanto, o conceito vem extrapolando o setor e invadindo o imaginário do grande público (no caso, profissionais, aprendizes e curiosos de diferentes áreas e setores).

E isso é bom ou ruim?

Bom, mais do que o fato de o termo estar em alta, o importante é que estamos vendo empresas, organizações, soluções de educação continuada e os próprios profissionais se moverem em busca de uma aprendizagem contínua e significativa, que não se restringe ao ambiente formal de aprendizagem que estamos acostumados, não se faz apenas com escolhas pontuais, como por exemplo a faculdade que você escolhe aos 16/17 anos, e nem se resume a títulos e certificações que preenchem o currículo de alguém.

Ou seja, falarmos de lifelong learning, a meu ver é estarmos avançando, e de forma positiva, pois está cada vez mais evidente que educar uma pessoa desde pequena para exercer uma função específica para o resto da vida já não faz mais sentido, nem hoje e muito no futuro do trabalho.

E como é o lifelong learning na prática?

Aqui é importante dizer que aprendizado contínuo não é, então, consumir conteúdos o tempo todo quando acaba a educação formal. A boa prática pressupõe autorreflexão dos seus objetivos de aprendizagem, reconhecimento das suas falhas de conhecimento e, principalmente, automotivação para buscar as experiências que mais te interessam. Aproveito para dizer que foi desse contexto que surgiu o terceiro, mas não menos importante, pilar da B.NOUS – o movimento, que nada mais é do que a junção desses três comportamentos individuais citados.

Isso seria o fim dos diplomas?

Bom, não fazemos previsão e por aqui também não estamos interessados no fato per si, mas sim na mudança de comportamento tanto no nível individual quanto de mercado que traz essa forma de enxergar a aprendizagem. Um estudo da Pew Research Center, de 2018, mostra que só 16% dos americanos achavam que um curso de graduação de 4 anos preparava os alunos para trabalhos de alto rendimento na economia moderna, e 54% achavam necessário o desenvolvimento de habilidades ao longo da vida.


Aí está! Mudança de mentalidade e comportamento, em linha com o que estamos vendo em grandes corporações como a Microsoft e o Google, que já manifestaram que um diploma de faculdade tradicional não é mais pré-requisito para nada e foram além, estão eles mesmos criando treinamentos e programas de certificação de habilidades específicas do mundo de tecnologia, que por sua vez já estão valendo mais do que os velhos concorrentes diplomas de graduação da área.


Por fim, vale lembrar que 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não foram criadas, de acordo com estudo “Projetando 2030” do Institute For The Future encomendado pela Dell Technologies. Então, poderíamos pensar, como fazer uma escolha hoje pensando na carreira do futuro que ainda não conhecemos? E a resposta está na própria frase: não se trata de uma escolha em si, determinante e única, a essência do lifelong learning está nos ganhos do processo e não do resultado final.

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